Localizado no
bairro da Saúde, no centro da cidade do Rio de Janeiro, o Morro da Conceição é
um marco da ocupação inicial da cidade pelos portugueses. Juntamente com os
morros do Castelo, de Santo Antônio e de São Bento, faz parte do quadrilátero
onde a cidade cresceu por três séculos, a partir da sua fundação em 1565.
A origem do
nome deve-se a uma pequena capela em homenagem à Nossa Senhora da Conceição,
construída no topo do morro, em 1590, pela devota Maria Dantas. Anos mais
tarde, Maria Dantas doou aos frades do Carmo a capela e as terras do entorno para
a construção de um convento. Em 1659, os monges capuchinhos franceses iniciaram
a construção do que veio a tornar-se, várias décadas depois, o Palácio
Episcopal, atualmente ocupado pelo Serviço Geográfico do Exército.

Palácio
Episcopal
Várias outras
construções erguidas sobre o Morro da Conceição possuem valor histórico: a Fortaleza
de Nossa Senhora da Conceição(que data de 1718), a Igreja de São Francisco da
Prainha(que data de 1696) e o Observatório do Valongo, além de sobrados
centenários e de vilas operárias. A Rua do Jogo da Bola e a Ladeira João Homem
destacam-se pela singularidade e aparência portuguesa, testemunhas do passado
da cidade. Ruas como a do Mato Grosso e vilas como a da Travessa do Sereno são
exemplos da habitação carioca dos últimos três séculos.

Observatório do
Valongo

Casarios no
Morro da Conceição
Outros locais
que fazem parte do morro são a Pedra do Sal e o Jardim Suspenso do Valongo. Aos
pés do morro, temos a Pedra do Sal, rocha onde, até fins do século XIX, batiam
as águas da Baía de Guanabara e por onde os navios negreiros desembarcavam escravos
trazidos da África. Em sua encosta oeste, foi erguido, em 1905, o Jardim
Suspenso do Valongo, um amplo mirante e área de lazer.
Atualmente, o
Morro da Conceição também abriga uma série de ateliês de artistas plásticos e
faz parte do projeto Porto Novo, iniciativa governamental que visa a melhoria
da zona portuária.